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  • Writer's pictureRui Marques

A importância da forma como interpretamos a nossa história pessoal

(e ajudamos os outros a fazer o mesmo)


Algumas vezes pensamos que a nossa vida é um simples acumulado de fatos que marcaram o nosso passado. Porém, essa é só uma parte da história. Somos, também, o que contamos sobre nós.


A vida não é um simples somatório de eventos. Os humanos têm essa capacidade única de dar sentido aos acontecimentos vividos, ligando-os e contando uma história sobre eles.


Yuval Hariri diz-nos que somos um “animal contador de histórias”. Diz-nos que temos essa capacidade única e que é a partir dela que somos capazes de cooperar e de construir projetos colectivos. Convido-vos a ouvir a sua reflexão sobre este tema. Concordemos mais ou menos com a sua análise.


As nossas sociedades contam histórias sobre o que aconteceu no passado, estruturam narrativas sobre o que acontece no presente e formular projetos para a história do futuro. Por isso é tão importante, por exemplo, o nosso “reparar para esperançar” como narrativa para um futuro desejado, ou a forma como recuperamos as histórias de vida de tantos que nos inspiram na visão Ubuntu.


Mas esta dinâmica de “contar histórias” não se joga só a nível coletivo, nas nossas estruturas sociais. Coloca-se também a nível individual. Por isso, na metodologia Ubuntu, damos tanta importância ao 4ª dia da Semana Ubuntu, dedicado ao tema “Vidas Ubuntu”. Procura-se trazer para o roteiro que percorremos juntos a capacidade de nos narrarmos, com intencionalidade, encontrando na nossa vida o sentido e propósito que tanto precisamos.


Uma figura referencial para a Academia Ubuntu é Erin Gruwell, a Miss G, do filme Páginas da Liberdade. Como poucos, ela soube usar o poder das histórias de vida para mudar vidas. Com os seus alunos foi explorando, através da construção de diários, a capacidade de cada um em refletir sobre a sua história de vida e desenvolver essa capacidade única de saber lidar com um dos princípios fundamentais que, a partir da Logoterapia, nos inspira:


“Nem sempre podemos decidir o que nos acontece na vida, mas podemos sempre decidir o que queremos fazer com o que nos acontece na vida”.


Proponho, por isso, que neste inicio de ano lectivo, voltemos à visão de Erin Gruwell para nos inspirar:


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