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  • Writer's pictureRui Marques

Grande como o Céu


(P. João Felgueiras, sj)
P. João Felgueiras, sj
Para nós, que tivemos a sorte de nos cruzarmos com a santidade do P. Felgueiras, fica a imensa inspiração e a inevitável gratidão. Parabéns, P. Felgueiras pelo seu centenário, de uma vida grande como o céu. Na verdade, tem sido uma excelente forma de o céu se fazer presente na nossa vida.


Com Timor aprendemos a reverenciar o que é grande. A dar um especial valor às montanhas enormes que pontuam o seu território, às pedras gigantes que bordam os seus caminhos ou às arvores enormes que dão sombra por todo o lado. Mas esta terra abençoada está também marcada pela grandeza do seu povo, principalmente a dos mais anónimos heróis do quotidiano. Com a sua dignidade inquebrantável, a sua coragem infinita e a sua resiliência tão especial, mostram-nos o melhor da humanidade. A grandeza na natureza e nas gentes de Timor aponta-nos para o infinito amor do Criador de todas as coisas.


Foi em sintonia com estes hinos à grandeza, que Timor viu chegar, há cinquenta anos, uma alma maior, em tudo enorme. O P. João Felgueiras tem uma fé tão grande que ultrapassa o Ramelau. Essa luz iluminou a vida de tantos, como nós, que com ele se cruzaram. Mostrou-nos, em cada passo, o roteiro para ser “amigos de Jesus”, e “em tudo servir e amar”.

A grandeza do P. Felgueiras fez dele um “homem para todas as estações”, tal como São Thomas More. Suportou, ao lado dos timorenses, os tempos de angústia e de sofrimento, durante toda a ocupação indonésia. Nunca desistiu, nunca partiu. Disse tudo, ficando. Viveu rezando, animando os jovens, formando o clero e evitando as armadilhas do inimigo. Teve a coragem dos santos e a disponibilidade dos mártires. Mas Deus poupou-o a isso. Quis guardá-lo para ver o impossível acontecer. E quando a independência chegou, lá estava na sua simplicidade, este servo de Deus e servidor dos timorenses. Vieram os reconhecimentos públicos, as condecorações, as homenagens. O seu nome tornou-se uma lenda que todos conhecem. E o p. Felgueiras, continuou, com a mesma grandeza feita de simplicidade. Sempre, como se não fosse nada de especial. Viu nascer a “sua” Escola Amigos de Jesus, ao mesmo tempo que abençoava com a sua presença continuada o Centro Juvenil P. António Vieira. Como é próprio das almas grandes, a sua vida foi de uma fecundidade avassaladora.


Para nós, que tivemos a sorte de nos cruzarmos com a santidade do P. Felgueiras, fica a imensa inspiração e a inevitável gratidão. Parabéns, P. Felgueiras pelo seu centenário, de uma vida grande como o céu. Na verdade, tem sido uma excelente forma de o céu se fazer presente na nossa vida.

(Inácio, lá de cima, nos 500 anos da sua conversão, sorri orgulhoso ao contemplar esta vida)

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