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  • Writer's pictureRui Marques

Árvores que rasgam horizontes

As árvores podem contar histórias muito bonitas, muito para além das suas raízes, troncos e folhas. Escolhemos algumas muito especiais, em Hiroshima, em Nagasaki e em Nova Iorque.


Todas estiveram no centro de uma catástrofe. Uma pereira estava ao lado das Torres Gémeas, aquando do ataque terrorista de 11/ setembro e ficou, naturalmente, em muito mau estado. Porém, sobreviveu. Foi transplantada temporariamente para o Bronx e recuperou conjuntamente com outras seis árvores. Em 2010, foi de novo replantada no World Trade Center Memorial Plaza. Foi batizada como a “árvore sobrevivente”. Desde então, cada ano, várias sementes desta árvore são enviadas para outras cidades que sofreram ataques terroristas ou eventos críticos, como sinal de esperança no futuro. Em 2013, foram enviadas para Boston (na sequência do ataque na Maratona) e em 2016, a mensagem de esperança foi para Paris depois dos ataques na cidade-luz. Este programa de partilha de sementes de esperança, assenta na certeza da solidariedade que nos fará vencer os tempos mais obscuros.


Outras árvores históricas (170) estão em Hiroshima, resistiram à bomba atómica e continuam vivas. Também dela têm saído sementes de esperança para todo o mundo. Em Nagasaki registou-se um fenómeno semelhante, tendo sido registadas muitas imagens do estado lastimável em que ficou a zona do impacto. Sobreviveram 30 árvores, entre as quais, algumas canforeiras. Hoje, voltaram a florescer, sem deixar de evidenciar as cicatrizes sofridas produzidas pela explosão.


Santuário Shinto de Sanno, Shigeo Hayashi, outubro de 1945

Santuário Shinto de Sanno, Shigeo Hayashi, maio de 2011


Estas árvores trazem-nos à memória centralidade da resiliência, como capacidade de não nos deixarmos destruir pelas adversidades, por maiores que sejam. E, não só sermos capazes de sobreviver, mas mais do que isso, possamos ser testemunho de esperança, feita semente para outros.









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