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  • Writer's pictureRui Marques

Dominar a nossa mesa de trabalho

Na normalização da cascata de novidades tecnológicas, temos dificuldade em ter presente tudo o que mudou nas últimas décadas. E que pode significar essa mudança radical?


Podemos começar, por exemplo, pela nossa secretária de trabalho e os objetos que a habitam. É um contexto apropriado para quem regressa de férias.


Este video recorda-nos de uma forma divertida, como tanto mudou e, sobretudo, como se expandiram os recursos que dispomos quer para aceder ao conhecimento, quer para ter maior produtividade no trabalho ou para nos mantermos conectados com o mundo. Este movimento de concentração de recursos em menos dispositivos (computador, smartphones...) alinha com uma multiplicação de funções e recursos que nos permitem o impensável até há pouco tempo.



Porém, essa maravilha da tecnologia (porque o é) coloca-nos tantos desafios como o de não nos sentirmos avassalados pelos terabytes de informação todos os dias nos submergem, ou o de não nos perdermos nas dinâmicas das interações digitais com todas as armadilhas das redes sociais. Estes são simples exemplos que ilustrem bem que uma vantagem nunca vem só: com ela virá sempre o reverso da medalha.


Que estratégias poderemos usar para uma abordagem inteligente à nossa meda de trabalho do século XXI?


Para começar, proponho que o primeiro exercício seja o do espanto: espantarmo-nos com o que temos à nossa frente, sim, isso mesmo. O que representa do génio humano e que hoje nos é permitido aceder por tão pouco é extraordinário. De tão certo que temos, já nem valorizamos.


Depois, temos de juntar o foco de quem está "ao volante" de cada dia. O que temos à nossa frente, são possibilidades. Depende de nós, a utilização/utilidade que têm. A disciplina de quem é senhor dos seus dias, decisor dos caminhos que percorre nas redes ou mestre do seu tempo, é prudente e absolutamente necessário, perante tanta oferta.


Finalmente, saber cultivar o desligar, torna-se essencial. Tirar plenamente partido deste mundo à nossa mão precisa, paradoxalmente, de uma sábia distância, de um carregar no off (ou no mínimo, pause) no tempo certo.



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