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  • Writer's pictureRui Marques

Raku, outra forma de beleza imperfeita

Já há anos que fui descobrindo a beleza misteriosa da arte japonesa, com particular atenção para o wabi-sabi, enquanto corrente filosófica que influencia uma das expressões mais interessantes , o Kintsugi (fica para um próximo post o aprofundamento deste filão), para descobrir o lado extraordinário da imperfeição. Desta vez tive a possibilidade de conhecer uma outra expressão: o Raku.


Na minha expedição por terras catalãs, com os meus amigos do Instituto Relacional, pude experimentar esta técnica decorativa que remonta às civilizações japonesa e chinesa. Com Pere Anton, sábio destas artes na sua Can Julia, pude experimentar esse cerimonial, com a pintura e a esmaltagem de uma peça única que, associada à cerimónia do chá, nos mostra a beleza da sua imperfeição. Rugosa e cheia de “defeitos”, acolhe o esmalte e a cor, traçada ao sabor do impulso, sem modelo, nem pré-determinação. Raku quer dizer “conforto”, “fácil”, “divertimento” e alguns situam a sua origem em Kyoto, no mandato de Toyotomi Hideyoshi (1537-1598), introduzido por Sen no Rikyū.

(Imagens desde a peça inicial, à sua esmaltagem e pintura, a sua ida ao forno de 1000º graus e, finalmente, o que resultou)

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